Disputando seu segundo Pan Americano, atleta amazonense de remo se diz confiante

Manaus, 05 de Julho de 2015

Ailson Eráclito da Silva e Thiago Carvalho da Equipe Masculina Peso-Leve na Ilha do Pavão-GNU em Porto Alegre - Foto: Acervo pessoal de Ailson Eráclito da Silva
Ailson Eráclito da Silva e Thiago Carvalho da Equipe Masculina Peso-Leve na Ilha do Pavão-GNU em Porto Alegre – Foto: Acervo pessoal de Ailson Eráclito da Silva

Com 27 anos, Aílson Eraclito é uma das jóias do clube do Botafogo e esperança de medalha brasileira no remo.
A força nos remos que irão representar o Brasil no Pan Americano de Toronto vem dos braços de uma amazonense. Aílson Eráclito da Silva, de 27 anos, nasceu em Manaus e começou a remar aos 13 anos em um projeto social na capital amazonense e o seu talento o levou a remar em águas bem distantes das do rio Negro, onde iniciou sua trajetória. Hoje, atleta do Botafogo, do Rio de Janeiro, o jovem amazonense irá disputar o seu segundo Pan na categoria double skiff peso leve juntamente com o atleta Thiago Carvalho “Ilhéus”.

No currículo, o atleta que já teve passagens pelo Tuna Luso, do Pará, e desde 2009 é atleta do Botafogo, tem o tricampeonato brasileiro de remo single skiff, foi vice-campeão no Mundial de Remo, na categoria single skiff peso leve e no mundial de remo na categoria sub-23, na República Tcheca. Em 2009, ele também recebeu o Prêmio Brasil Olímpico – prêmio conferido aos atletas que se destacam durante o ano – na categoria Remo. No Pan Americano de Guadalajara, em 2011 foi 6° colocado nas categorias quatro sem peso leve e no quatro sem masculino.

Em 2013, foi ouro no Sul Americano de Remo e em 2013 e 2014, ajudou o Botafogo a conquistar o Campeonato Carioca de Remo. Além disso, Aílson venceu a Seletiva Nacional de remo neste ano.

O início

Apesar do talento na modalidade, Aílson nem sempre quis fazer remo. O atleta conta que quando era criança participava de um projeto social de Kung Fu, mas o projeto acabou. Com isso, seu irmão Miqueias, que fazia aulas de remo insistia para que o irmão mais novo fosse fazer uma visita nas aulas.

“Eu parei o kung fu e meu irmão dizia vamos lá no remo para dar uma uma olhada e eu dizia que ia, mas nunca ia. Até que um dia, de tanto ele insistir, eu acabei indo”, relembra.

Logo nas primeiras aulas, o professor Manasseh Barbosa notou o talento de Aílson que passou a fazer parte do projeto Remo Social e treinar “com os bons”.

“Eu passei um tempinho remando no meu bairro (Colônia Antônio Aleixo) não lembro por quanto tempo. Aí eu me colocaram para remar no Centro. Era lá que eles concentravam os bons e ai eu comecei a fazer parte dos bons”, disse.

Em 2006, o jovem amazonense passou a remar pelo clube Tuna Luso, do Pará. Nesse período, com 18 anos, disputou sua primeira competição nacional. Mesmo novato em competições, ele chamou a atenção do treinador Alexandre Xoxô, que queria chamá-lo para treinar no clube da Estrela Solitária ainda em 2006, mas quis o destino que essa transferência acontecesse apenas em 2009. A partir daí, o atleta ganhou visibilidade e se tornou um dos principais remadores do Botafogo.Aílson embarcou no sábado (4) para o Canadá e competirá entre os dias 11 e 15 de julho no Royal Canadian Henley Rowing Course.

Ailson Eráclito da Silva e Ilhéus - Acervo pessoal do remador Ailson Eráclito da Silva.
Ailson Eráclito da Silva e Ilhéus – Acervo pessoal do remador Ailson Eráclito da Silva.

“É uma ótima sensação”

Disputando o seu segundo Pan, Aílson conta que aquele “friozinho na barriga” ainda o acompanha quando pensa na importância da competição, porém diferente da primeira vez que disputou a competição mais importante das Américas, ele sei diz mais confiante. “Dá um friozinho na barriga sim, mas é diferente porque o primeiro (Pan) eu não acreditava que tinha chance de ganhar e nesse ano tô acreditando muito. O meu técnico estuda para caramba os adversários até pela dificuldade que é a prova de double peso leve”, explica.

Entre os dias seis de junho e dois de julho, a seleção treinou em Porto Alegre na preparação para o Pan de Toronto. Aílson disse que a cobrança é grande e os treinos são pesados, mas que o clima na concentração era o melhor possível. “Está todo mundo super animado. Com energia positiva”, contou.

Aílson faz o estilo meio caladão, mas em sua voz é possível perceber a felicidade por poder representar o seu País e Estado no Pan e é sucinto para dizer o que sente neste momento. “É uma ótima sensação”, declara.

Reportagem: Camila Leonel
Jornal A crítica /Uol

http://acritica.uol.com.br/craque/Disputando-Pan-Americano-Ailson-Eraclito_0_1387061332.html

AILSON MESTRE AILSON DE MANAUS

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